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Não vou me declarar assim tão fácil como uma mulher louca e descontrolada que sai checando e-mail, telefone, campainha e até a porta da sua casa. Não vou me declarar em um mês e nem vou permitir que me vejas chorar antes disso. Não vou me declarar no jantar brega e romântico que você encomendou ou no filme que somente você quis ver. Não vou me declarar como uma mulher loucamente apaixonada que quer te levar para a festa, para o almoço em família e para a cama. Não vou me declarar como a mulher de trinta anos desesperada por um filho e nem como a adolescente de dezessete querendo o primeiro e grande amor da vida dela. Não vou me declarar, apenas isso. Pois sou mulher, muito mulher, mulher até demais nas lágrimas todas que escondo em mim e nas passadas estratégicas de batom para você. Mas quando se trata de amor, eu sou homem: calada. Não vou me declarar, ponto final. Mesmo assim, não deixe de perceber que o meu sorriso quando você abre a porta do carro para me ver entrar, é amor.
Camila Costa. - trechos de nós.  (via aluguefelicidade)

(Fonte: camilacosta)

Mais um ano está prestes a acabar. Veja só, o calendário contém apenas mais 31 dias! É oficial: dezembro, enfim, chegou. Para alguns, chegou triunfante; para outros, chegou lotado de mágoas. Há quem não acredite, mas existem pessoas que não ligam pra essas “baboseiras” de fim de ano - natal, ano novo, paz de espírito e coisas assim. É triste quando uma pessoa perde a esperança em tudo, no mundo, em si. Todo nós temos, por mais escondido que seja, um pedido secreto pro papai noel e outro pra virada do ano. É impossível não sentir um gostinho de felicidade ao ver aqueles fogos coloridos iluminando o céu, as pessoas se abraçando e esquecendo, mesmo que apenas por um segundo, de todas as coisas ruins que estão em sua volta. É bom deixar de lado as mágoas, as desavenças e as diferenças. O fim do ano é o fim das angústias que ficaram acumuladas, das palavras que ficaram entaladas e dos fracassos que bombardearam os outros 11 meses. Tem gente que acha um absurdo quem não é feliz nessa época, assim como tem gente que não enxerga motivos pra ser feliz em época nenhuma. Mas tudo bem, cada um tem total autonomia sobre suas escolhas. É isso: escolhas. 2012 foi o ano em que eu tive que tomar as decisões mais difíceis da minha vida. Ir ou não ir. Abrir mão ou segurar com mais força. Deixar ir ou puxar pra perto. Jogar pro alto ou abraçar com mais vontade. Nunca, nunquinha, pensei em me aproximar de pessoas que antes não suportava sequer respirar o mesmo ar. Nunca teria imaginado que em 2012 os meus valores sobre confiança, amor e amizade mudariam. Jamais pensei que os meus três pilares - familiar, social e sentimental - se quebrariam em mil pedaços, mas depois se reconstituiriam com ainda mais força. Foi o ano que eu mais cresci, chorei, vi o mundo acabar e também vi o sol nascer sorrindo. Perdi algumas pessoas importantes pelo caminho, inevitável. Também perdi um pouco do meu amor próprio e do meu riso fácil, mas preservo, acima de tudo, a minha essência de menina que brinca na terra e se molha na chuva. Dois mil e doze - assim mesmo, escrito por extenso, pra representar um pouco da significância que tivera - passou em um piscar de olhos, mas nem por isso deixou de lado o seu valor. Apesar dos pesares, foi um ano digno de deixar saudade ao seu término. Eu pensava que sabia onde estava e onde estaria, quanto engano! Eu achava que me conhecia melhor do que ninguém, quanta inocência! Passei, gradativamente, de alguém irresponsável pra alguém muito mais maduro. De alguém que sorria sem motivos pra alguém que dá valor ao que se sorri. Com o tempo, consegui estabilizar os meus pilares e sentir, finalmente, a brisa da paz balançar os meu cabelos. Me tornei um pouco mais fria e calculista ao longo do caminho, confesso, mas sei que isso também faz parte do que chamam de crescer. Aprendi coisas que vou levar pros meus próximos 60, 70 anos. Nunca vou esquecer daqueles ajudaram o meu barco a não afundar, mas pretendo, de coração, esquecer aqueles que atiraram pedras pra me ver cair. Muitas vezes eu precisei tirar um tempo pra mim, me observar cautelosamente por dentro, curar as minhas feridas, conhecer os meus medos e saber até onde eu podia e posso chegar. 2012 foi um ano de encontro eu-com-eu-mesma. Pude chegar mais perto de descobrir quem eu realmente sou, sem me importar com o que os outros pensam que eu eu seja. E por causa disso ou por tudo isso, viver dia após dia valeu realmente a pena. 2013 nem chegou ainda, de fato. Acontece que eu sinto como se ele já tivesse começado há mais de um mês. Sou capaz de sentir o espirito de mudança, o cheio de vida nova, o hormônio da felicidade querendo se espalhar por todas as minhas entranhas. Espero que em 2013 os meus três pilares continuem sóbrios. E que, acima deles, tenha alguém bem mais forte, menos ingênuo e mais decidido. Hoje eu sei bem o que quero: diferente do final de 2011, quero terminar 2012 sorrindo.
Capitule. (via um-so-coracao)

(Fonte: capitule)

Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura! Pois então, mulheres assim são um porre. Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa… Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. E tem outra… Mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho!
Arnaldo Jabor   (via um-so-coracao)

(Fonte: beocio)

Eu deixei de me amar, pra todo meu amor ser só seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu pedi desculpas, eu agüentei besteiras. Agüentei tudo. Ajuntando do chão, migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite. No outro dia um desconhecido me pedindo pra tratá-lo como qualquer um, por favor. Você é meu personagem favorito. O dono de todos os meus textos, de todas as minhas histórias. O dono da curvinha das minhas costas. E eu tenho que dizer isso agora, só pra uma foto numa rede social. Porque você morreu na minha vida. Você pediu demissão, seu cargo era o de presidente, era membro honorário do conselho, tinha tapete vermelho e eu me vestiria até de secretária se te agradasse. E você pediu demissão, sem aviso prévio nem nada. Me diz agora? Como viver bem? Como sobreviver, sem essa ponta de angustia? Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar as vezes, me domina.
Tati Bernardi  (via um-so-coracao)

(Fonte: brisaado)

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